Secretaria de Recuperação do Rio Doce participa do 6º Abril Indígena Vermelho Urukú, em Regência
A Secretaria de Recuperação do Rio Doce (Serd) participou do
6º Abril Indígena Vermelho Urukú: Seminário Integrado de Educação e Povos
Indígenas em Contextos Culturais Capixabas e Amazônicos, com atividades no
Espírito Santo e na Amazônia.
Representando a Secretaria, o gerente de Participação Social, Claudino de
Jesus, participou, no dia 17 de abril, da mesa solene realizada na vila de
Regência Augusta, em Linhares, integrando a programação do Circuito Cultural
Capixaba do seminário.
O evento foi organizado pelo Tupiabá, Grupo de Ensino, Pesquisa e Extensão em
Educação Escolar Indígena, vinculado à Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes),
sob coordenação da professora doutora Marina Rodrigues Miranda, e teve como
objetivo promover diálogos interculturais entre territórios capixabas e
amazônicos, reunindo pesquisadores indígenas e não indígenas com atuação na
Educação Básica e no Ensino Superior.
A iniciativa buscou refletir sobre diferentes visões de mundo dos conhecimentos
indígenas em conexão com os saberes e experiências do povo negro, por meio de
linguagens multirreferenciadas, como educação, literatura, artes plásticas e
audiovisual. A programação contou com círculos de conhecimento, sessões de
comunicação acadêmica, mostra fotográfica e atividades integradoras com
oficinas e círculos mitológicos.
No Espírito Santo, o Circuito Capixaba foi realizado nas vilas de Itaúnas e
Regência, tendo como espaços formativos o Parque Estadual de Itaúnas e o
Projeto Tamar, respectivamente. A iniciativa integra um projeto de extensão
voltado à formação de professores, com foco em conexões interculturais por meio
de mobilidade acadêmica em territórios indígenas capixabas e amazônicos,
contribuindo para o fortalecimento da educação escolar indígena diferenciada e
para o debate sobre justiça territorial e crise climática.
O gerente Claudino de Jesus, destacou o papel da Serd na reparação dos
territórios atingidos pelo rompimento da barragem da Samarco, em Mariana (MG). “É
muito importante para Serd dialogar com um projeto com essa metodologia, que
considera os saberes locais e pretende preservar e eternizar uma cultura e uma
identidade tão atacada desde a vinda dos europeus para o Brasil. Ensinar
considerando a própria cultura, é não só uma forma de pertencer como orgulhar-se
de sua origem, e isso é fundamental”, afirmou.
A professora Marina Rodrigues Miranda também comentou a participação da Serd no
evento: “Pude ver que a secretaria está representada por pessoas que podem
efetivamente construir pautas importantes junto aos territórios, com projetos
plurais étnico-educacionais vinculados às águas impactadas pelo rompimento e
isso é fundamental para as vidas atingidas. Foi muito emocionante e
integrador”, comemorou.
O seminário acontece todos os anos no mês de abril, em comemoração ao Dia
dos Povos Indígenas. Para mais informações, acesse https://projetotupiaba.com.br.
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