Plano de trabalho do Programa Reflorestar Doce é discutido entre Serd e Seama
O reflorestamento é uma das estratégias centrais do Governo do Estado para a recuperação ambiental das cidades capixabas impactadas pelo desastre de Mariana. E com o objetivo de acompanhar a execução do plano de trabalho do Programa Reflorestar Doce e os preparativos para o lançamento do edital de contratação da gerenciadora deste projeto, as equipes das Secretarias de Recuperação do Rio Doce (Serd) e do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) realizaram uma reunião em Vitória.
Um termo de cooperação firmado em agosto de 2025, entre Serd e Seama, garantiu o repasse de R$ 334,4 milhões para ações do Reflorestar Doce. Os recursos, provenientes do acordo judicial de repactuação, serão utilizados até 2029 e têm a finalidade de recuperar os processos naturais de circulação da água e o controle e retenção de sedimentos por meio da conservação e recuperação da cobertura florestal, com geração de oportunidades e renda para o produtor rural.
O Reflorestar Doce inclui trabalhos de mobilização, restauração florestal, incentivo à cadeia florestal, capacitações e demais ações que garantam o cumprimento das obrigações socioambientais do Governo do Estado dentro do Novo Acordo do Rio Doce.
Na reunião técnica entre Serd e Seama, foram debatidos o monitoramento das ações em andamento, a avaliação dos avanços já alcançados, alinhamento institucional e o fortalecimento da cooperação entre os órgãos envolvidos.
"Estamos contribuindo para a execução do plano de trabalho, compreendendo os desafios operacionais e estratégicos da equipe do Reflorestar Doce e auxiliando na construção conjunta de soluções para promover a restauração florestal e recomposição dos serviços ecossistêmicos na região impactada", afirmou a gerente de Reparação e Recuperação Ambiental da Serd, Juliana Valory.
Serão contempladas áreas de preservação permanentes, reservas legais e outras áreas de interesse nas cidades que compõem a Bacia Hidrográfica do Rio Doce em território capixaba, além do Litoral Norte. E a metodologia do programa é uma combinação de restauração ambiental com geração de renda para o produtor rural, por meio de sistemas agroflorestais e outras práticas de uso sustentável do solo.
Entre as espécies previstas para cultivo consorciado estão pupunha, açaí, cacau, seringueira, banana, abacate, café, pitanga, jabuticaba e palmeira juçara.
"A expectativa do Governo do Estado, nos próximos 5 anos, é ampliar a cobertura florestal em aproximadamente 6.800 hectares, implantar 4.200 estruturas de conservação do solo e da água e elevar a capacidade de produção de mudas em viveiros em até 2 milhões por ano. Aliado com as obras de saneamento e de infraestrutura que estão chegando nas cidades impactadas pelo desastre de Mariana, o Reflorestar Doce vai garantir a recuperação ambiental nas regiões afetadas e o desenvolvimento econômico sustentável dos municípios", pontuou o secretário de Estado de Recuperação do Rio Doce, Guerino Balestrassi.
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